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31 de julho

Título – Aliança

Leitura Bíblica: Gênesis 31.22-36.  Cuidado! Não diga nada a Jacó, não lhe faça promessas nem ameaças (Gn 31.24).

Jacó ou Israel foi o patriarca do povo que Deus escolheu para se revelar à humanidade. Viveu 20 anos com Labão, casando-se com as duas filhas deste – Lia e sua predileta, Raquel. Depois Deus o mandou voltar ao seu antigo lar, longe dali. Foi sem avisar Labão, com quem tinha conflitos. Neste ponto começa a leitura bíblica de hoje.

É confortante ver o cuidado de Deus com sua gente! Ele havia feito uma aliança com Abraão. Esta valia também para seu neto Jacó e sua família. Naquele tempo, as tribos da região viviam ameaçando umas às outras e, com medo, inventavam seus próprios deuses. Cada chefe de família montava seu altar doméstico e era uma espécie de sacerdote ali.

Raquel não deve ter entendido a aliança de Deus com Abraão. Ignorando o poder que esta oferecia, furtou os deuses de seu pai tentando garantir sua segurança na viagem ao desconhecido. Se ela soubesse o que Deus dissera a Labão, jamais agiria assim! Confiou mais em seus próprios artefatos do que nas promessas de Deus, tal como é usual também hoje. Jacó e Raquel passaram um enorme risco por causa dessa atitude dela: ele garantiu que o portador daqueles deuses não ficaria vivo. Já imaginaram se Labão os encontrasse com Raquel?

Labão, porém, recebera duas ordens de Deus: não induzir Jacó ao erro (pois este poderia ser seduzido por promessas a desobedecer à ordem de Deus para voltar à terra de seu pai Abraão) e também preservar a vida física de Jacó. Deus também levou em conta a hipocrisia de Labão, expressa nos versos 27 e 28. Quanta providência da parte de Deus para manter seu povo seguro dentro dos padrões que determinou para ele!

Raquel era herdeira da aliança com Abraão e não se deu conta daquilo, enquanto a nós Deus oferece sua aliança por meio de Jesus Cristo. Nela suas promessas e seu cuidado valem também para nós. Por isso não precisamos de expedientes tortos como o de que Raquel lançou mão. – MJT

Quem vive com Deus e sob seu cuidado não precisa de espertezas tortas.

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30 de julho

Título – Distante

Leitura Bíblica: Salmo 22.14-23.    Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne (Gl 5.16).

Uma história conta que um garoto perguntou ao seu pai qual seria tamanho de Deus. Então, ao olhar para o céu, o pai avistou um avião e perguntou ao filho: “Que tamanho tem aquele avião?” O menino disse: “Pequeno, quase não dá para ver”. Então o pai o levou a um aeroporto e ao chegar próximo de um avião perguntou: “E agora, qual o tamanho deste?” O menino respondeu: “Nossa, pai, este é enorme!” O pai então disse: “Assim é Deus. O tamanho vai depender a que distância você estiver dele. Quanto mais perto você estiver, maior ele será na sua vida.” A que distância você está de Deus neste momento? É interessante que às vezes estamos distantes de Deus e não percebemos. Isso porque nos distraímos com outras companhias. No lugar de ler a Bíblia, seguimos ideologias diversas. No lugar de buscar amizades com pessoas que amam a Deus, andamos com aqueles que não se importam com Deus.

O maior problema é que, quando isso acontece, nos aproximamos do pecado e não percebemos quando fazemos coisas erradas. Também já não nos importamos mais em cometer pecados que achamos necessários. Fazemos o que nos parece bom mesmo sabendo que está errado. Assim, cada vez mais nossa sensibilidade e nosso amor vão desaparecendo e Deus vai sumindo nas nuvens, mas não nos importamos, pois nossa visão só vê o que está aqui na terra.

Mas chega uma hora em que percebemos estar distantes de Deus. Sentimo-nos como o salmista da nossa leitura bíblica, que afirma já não ter mais forças: todo seu vigor desapareceu, derreteu como gelo no calor. Nesta hora ele pede que Deus não se afaste dele. Reconhece que precisa de Deus para vencer tão grande batalha na vida. Ele diz: “Ó Senhor, vem depressa me socorrer, salva-me, livra-me”. Certo do livramento, compromete-se a contar em agradecimento o que Deus fez por ele e a adorá-lo de coração. – HSG

Deus não está distante, nós é que nos afastamos dele.

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29 de julho

Título – Amor

Leitura Bíblica: 1 Coríntios 13.13.          Se vivemos no Espírito, andemos também pelo Espírito (Gl 5.25).

Fala-se muito de amor, mas pouco se pratica dele. O amor verdadeiro é parte do fruto do Espírito Santo e encontra-se numa lista de 9 características do fruto do Espírito em Gálatas 5.22.

Jesus diz que o amor a Deus e o amor ao próximo são os principais mandamentos e deles depende toda a lei e os profetas (Mateus 22.38). Em Mateus 7.20 Jesus diz que pelos nossos frutos seremos conhecidos. Além deste fruto principal, o Senhor diz em João 15.8 que para glorificar o Pai e tornar-nos discípulos dele precisamos dar muito fruto. Todos estes textos não deixam dúvidas de que produzir o fruto do amor e os outros da relação de Gálatas 5.22 é necessário para apresentarmos ao mundo nossa identidade como cristãos, confirmar o que ensinamos e glorificar o Pai. Um bom discípulo de Cristo ama.

O amor ao Pai é aquele acima de qualquer outra preferência. Amor ao próximo é o amor caridade, que oferece sempre, sem esperar retribuição. Ambos são difíceis para nós, pois o amor ao Pai celestial é um tanto abstrato e há outras oportunidades concretas e presentes de amar, como por exemplo o amor a um filho ou ao cônjuge. Fazemos sacrifícios e inventamos muitas atitudes para demonstrar a estes o nosso amor. Amar a Deus, que nunca vimos, dependerá totalmente de nossa fé e do reconhecimento do seu amor por nós. Será, portanto, um amor de retribuição pela bondade que Deus nos concede continuamente.

O amor ao próximo também enfrenta dificuldades: há os inimigos, os antipáticos, os feios, os aproveitadores e tantos outros que normalmente não conseguimos amar. Jesus, porém, sofreu, cuspiram nele, foi vítima de calúnias e seus próprios amigos o abandonaram. Amou-os assim mesmo? Sim! Ele foi capaz e nós como seus discípulos podemos aprender dele. Procuremos aperfeiçoar-nos nessa prática, tanto em relação ao Pai celestial como também em relação ao próximo. – WK

O amor de Deus nos habilita a beneficiar os outros sem retorno e a ter alegria nisso.

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28 de julho

Título – Errei: e agora?

Leitura Bíblica: Levítico 4.1-12    Aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade (Hb 4.16).

“Mas eu tinha certeza de que era ali que deveria entrar”, lamenta o motorista depois de rodar por meia hora e então descobrir que, definitivamente, não era aquela a estrada que o levaria ao destino. Enganou-se. E então? Ele é culpado e merece punição por aquilo? Não – ele não quis errar. Mas errou e, culpado ou não, terá de pagar pelo erro. Neste caso, o preço é baixo: uma hora perdida (meia para ir e meia para voltar) e combustível desperdiçado. Todavia, sabemos que existem enganos bem mais sérios, que no pior caso podem custar a própria vida. O erro mais grave desse tipo – e provavelmente o mais frequente – é tomar decisões e atitudes sem levar em conta o que Deus estabeleceu para nós – e sem perceber. A Bíblia chama isso de pecado e diz também que é mortal (Rm 6.23). É como errar a estrada e, não importa se de propósito ou sem querer, despencar num abismo. No capítulo da leitura bíblica de hoje, Deus instrui seu povo, Israel, sobre o que fazer num caso desses. É claro que o sacrifício de animais a ser oferecido não consertava o erro, mas era para eles um sinal de que alguém sempre teria de pagar por ele: não se pode simplesmente fazer de conta que nada aconteceu. Diante daquele ato como gesto de reconhecimento do pecado, então, o próprio Deus pagava a conta, concedendo seu perdão. Para nós hoje vale algo muito mais eficaz: o versículo em destaque é o resultado da mensagem de que o preço dos nossos pecados – tanto as maldades como os enganos – foi definitivamente pago por Jesus na cruz, de modo que podemos contar com o perdão de Deus simplesmente ao reconhecer nosso erro e confiar nessa oferta divina. A única condição é reconhecê-lo sinceramente (arrepender-se) e pedir o perdão a Deus. – RK

Com erros não se brinca – e como é bom ter solução para eles!

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27 de julho

Título – Reconhecimento

Leitura Bíblica: Gênesis 40.1-23.         O Senhor aprova o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à destruição (Sl 1.6).

A vida de José apresenta momentos de tensão e expectativa. Ele agia de forma correta e mesmo assim sofreu com atitudes de pessoas que conviviam com ele. Por meio de sua vida compreendemos que Deus se manifesta de várias maneiras na história. O texto mostra Deus fazendo uso de algo que talvez não seja comum para a maioria: a revelação por sonhos. 

Naquele momento da história, Deus ainda não havia revelado muito de si à humanidade e, por isso, estas formas de manifestação eram necessárias. Ela foi importante porque mostrou que Deus não se esquecera de José. Talvez ao ler sobre José você note que muitos o esqueceram, como seus irmãos e até o copeiro a quem ele interpretou o sonho. Quem sabe você pense que o próprio Deus tenha esquecido José! Mas não foi assim: o texto em momento algum deixa margem para pensarmos desta forma e não dá a entender que José possa ter pensado isso. Sem dúvida José passou por momentos que o fizeram refletir sobre a situação que enfrentava. Entretanto, em tais momentos ele não acusou seus malfeitores e não pensou que Deus o tivesse esquecido. Com José aprendemos que é preciso ter paciência, pois Deus age e dá o devido reconhecimento na hora certa.

Entendemos que, embora nem sempre saibamos como Deus cumprirá o que diz, a realização é precisa, pois Deus é fiel em suas promessas. José esperou anos e então Deus usou os sonhos de seus companheiros para torná-lo livre e reconhecido. Os homens o reconheceram porque primeiro ele foi reconhecido diante de Deus como homem digno e justo. Foi por isso que sua história ficou registrada e o mundo cristão até hoje o admira. – MZK

“Ele é como árvore plantada à beira de águas correntes: dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham” (Sl 1.3).

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26 de julho

Título – Crer no invisível

Leitura Bíblica: 2 Coríntios 4.8-18.    Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam (1Co 2.9).

Nós temos uma forte tendência para desanimar. Diante das difíceis e desafiadoras situações em nossa vida, há momentos em que temos vontade de desistir de tudo. Isso acontece quando colocamos toda a nossa expectativa naquilo que é visível e material – quando aquilo desaparece, desfalecemos. O texto de hoje nos anima a não olhar apenas para o que é terreno e passageiro, mas a buscar o que não se vê porque é espiritual – ou seja, o eterno Deus. Quando focalizamos o nosso olhar no Senhor e aprendemos a confiar nele, temos força e esperança para enfrentar as mais difíceis circunstâncias.

O texto que lemos hoje foi escrito por Paulo para a comunidade cristã de Corinto, cujos membros viviam numa sociedade idólatra e corrupta. Nesta carta, o apóstolo conta que passou por muitas situações difíceis por causa do evangelho, sendo perseguido em razão da sua tarefa de proclamar a fé em Cristo. Mesmo assim, ele conseguia sempre renovar as suas forças dia após dia, pois o seu olhar não estava voltado para as coisas do presente, mas do porvir: o que Deus preparou para aqueles que o amam, como diz o versículo em destaque. Paulo sabia que o seu bem precioso não poderia ser encontrado em nenhum outro lugar. Sua esperança era estar um dia na presença de Jesus Cristo, por isso conseguia confessar que morrer seria lucro (Fp 1.21).

Deus não quer que coloquemos nossa esperança naquilo que desaparece com o tempo. Nossa vida deve estar firmada no que é espiritual e eterno, e que só pode ser visto com os olhos da fé. Somente Deus, seu amor e sua Palavra (que são eternos) nos darão forças que se renovam diariamente para que não desanimemos em nossa fé e esperança em Jesus Cristo. – DS

A vida do cristão deve estar firmada no que ele crê, não no que vê.

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25 de julho

Título – Paixão por Jesus

Leitura Bíblica: Gálatas 2.16-21.       Ele morreu por nós para que, quer estejamos acordados quer dormindo, vivamos unidos a ele (1Ts 5.10).

Paixão é desejo ardente pela pessoa amada. É disposição para fazer de tudo, até sacrificar-se, para tê-la sempre ao lado. Pode-se também ter paixão por alguma causa religiosa ou política, por exemplo. Saulo foi um homem apaixonado. Primeiro pela religião judaica. Ele entendia muito bem sua Lei, tendo sido instruído rigorosamente pelo rabino Gamaliel (Atos 22.3), e desejava com todo ardor ser obediente a ela. Odiava e perseguia os cristãos. Jesus apareceu a Saulo e o mudou. Sua vida não era mais a mesma. Ele sabia por experiência o que era viver sem Jesus. Saulo deixa de existir para nascer um novo homem que passou a ser chamado Paulo. Aquele que tinha paixão pela Lei passou a ter paixão por Jesus. Por isso, onde quer que estivesse, não deixava de falar do que havia acontecido em sua vida. E ao escrever às igrejas da Galácia, ele demonstra essa paixão por Jesus quando diz estar crucificado com ele. A verdade do evangelho é esta transformação de vida do cristão: seu velho modo de vida é crucificado com Cristo e então ele vive por fé. Sua vida não é mais a mesma: ele passa a ter paixão por Jesus. Em Florença, na Itália, há bem no centro da praça principal uma placa onde está escrito “Aqui Savonarola foi queimado vivo”. Durante muitos anos ele pregara a mensagem cristã na igreja a pouca distância de lá. As pessoas iam à igreja por ir, mas durante a semana não levavam uma vida cristã – faltava-lhes paixão por Jesus. Savonarola pregava do púlpito de sua igreja que, como cristãos, deveríamos ter paixão por Jesus e viver uma vida diferente. Essa mensagem ainda continua na vida daqueles que são fiéis ao Senhor Jesus. – JG

Paixão por Jesus – sinal de vitalidade cristã.

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24 de julho

Título – Silêncio ruim

Leitura Bíblica: Levítico 5.1.                   A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata (Pv 25.11).

O livro de Levítico contém numerosas leis dadas por Deus ao povo de Israel para que este fosse santo, ou seja, separado para Deus. Havia leis no tocante à hospedagem, ao manuseio de animais mortos e muitas outras coisas. Algumas delas visavam favorecer relacionamentos e o convívio social. O cristianismo herdou algumas dessas leis.

A lei que proibia acobertar más condutas sugere três forças presentes num bom convívio entre irmãos. Primeiro, a força da influência. Cada um de nós carrega uma “atmosfera” ao redor de si. Essa atmosfera é produzida pelo jeito de ser de cada um. Lembro-me do caso de um cristão que foi vítima de assassinato. Sua conduta era tão ilibada que não houve dúvida entre seus conhecidos de que algo errado com que ele não concordava teria sido feito na firma em que trabalhava. O poder da influência está sempre presente. Outra força é a do exemplo. O que somos afeta todos ao nosso redor. Tudo que fazemos acaba servindo aos outros como bom ou mau exemplo. Nas aldeias israelitas, os anciãos formavam um tribunal em que os maus exemplos deviam ser denunciados. Cada israelita deveria zelar pela honra de seu nome, pois isso mostrava cuidado pela honra do nome do Senhor. A influência e o exemplo sempre demandam muita responsabilidade de cada um dos que vivem como servos de Deus.

Por último, se a influência e o exemplo exercem poder, cada um de nós tem também a responsabilidade de zelar para que estejam sejam sempre presentes em nossa vida. Nesse sentido, uma grande mensagem nos é passada pelo Senhor Jesus. Por não guardar silêncio diante do mal que seus olhos observavam, sofreu a morte. Como jamais pecou, sua vida foi sempre um juízo contra o mal que o cercava. – MJT

A vida de um justo é sempre uma denúncia contra o pecado.

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23 de julho

Título – Corra!

Leitura Bíblica: Lucas 19.1-10.        Assim diz o Senhor, aquele que o criou, ó Jacó, aquele que o formou, ó Israel: “Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu” (Is 43.1).

Muitos dizem que a curiosidade mata. Pode até ser, mas também faz descobrir a verdade e permite melhorar a vida. Zaqueu, a respeito de quem lemos hoje, teve curiosidade de conhecer Jesus. Ele era um homem rico, chefe dos cobradores de impostos em Jericó, uma importante cidade na época em que vivia e trabalhava. Sua vida foi construída em torno do dinheiro. Deve ter ouvido falar bastante de Jesus para não se importar com o ridículo de subir em uma árvore para vê-lo, já que sua pequena estatura o impedia no meio do ajuntamento de gente. Não só tomou a iniciativa como correu para adiantar-se, pois se não conhecesse Jesus naquele dia, talvez nunca mais tivesse essa oportunidade. Parece que no meio de toda aquela multidão, Jesus viu somente o coração dele pronto para tornar-se um homem novo e diferente. O espanto quando Jesus o chamou pelo seu nome sem o conhecer há de também ter confirmado sua expectativa de que Jesus fosse alguém especial – um profeta, talvez. Por tudo isso, Zaqueu não se mostrou tímido diante de toda aquela gente que conhecia seu alto posto. Obedeceu ao pedido do Mestre descendo depressa da árvore e recebendo-o com alegria. Todo esse esforço dá a entender que ele tinha fome e sede de Deus, tendo percebido que o dinheiro não satisfaz plenamente, tanto que ele mesmo disse a Jesus que daria a metade de seus bens aos pobres e que corrigiria amplamente os males que tinha causado a outros pelo dinheiro. Ele percebeu naquela hora que precisava ser preenchido pelo amor de Jesus. Faça como Zaqueu: corra ao encontro de Jesus antes que seja tarde, para que ele preencha esse vazio que você sente em seu coração. – ETS

Eis uma curiosidade valiosa: conhecer Deus de perto por meio de Jesus.

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22 de julho

Título – Dormindo

Leitura Bíblica: Atos 20.7-12   Desperta, ó tu que dormes … e Cristo resplandecerá sobre ti (Ef 5.14).

Como é bom descansar após um dia de trabalho, recuperando nossas forças! Ao mesmo tempo, como é difícil quando não conseguimos pegar no sono – o tempo parece custar a passar! Uma boa noite de sono é muito importante para a saúde – ajuda até nossa memória. Boa parte de nossa disposição quando acordamos depende de como dormimos.

No texto de hoje, um jovem não aguentou ouvir Paulo por tanto tempo e acabou dormindo. Isso não seria problemático se ele não estivesse sentado em uma janela! Isso faz lembrar que em nossa vida muitas vezes podemos “dormir” espiritualmente. Há alguém falando de Cristo e da possibilidade de um relacionamento íntimo com Deus, mas não conseguimos – ou não queremos – ouvir. O cansaço ou a falta de interesse leva os pensamentos para longe… Pior, nem percebemos que estamos num lugar perigoso! Não conseguimos enxergar muito bem e não compreendemos a gravidade de nossa situação. A vida parece um sonho, mas na verdade seu final é um pesadelo.

Muitas vezes, o que nos faz acordar é uma “queda”: fomos longe demais e a situação finalmente ficou clara. Não era o que parecia. Felizmente, há uma saída. Com Deus, podemos ter vida nova e verdadeira. Aquele jovem teve uma “segunda chance” quando foi ressuscitado por Paulo. Imagino que, a partir dali, não ficou mais se arriscando como antes, para não cair novamente. Da mesma forma, quando entregamos nossa vida a Cristo, não vamos querer voltar à velha vida. Estamos despertos e não vamos mais deixar a vida passar enquanto dormimos. Agora que os “olhos do nosso coração” foram iluminados (Ef 1.18), não seremos mais imprudentes. Não abriremos mão da vida plena e eterna com Deus. Nosso compromisso passa a ser agradar ao nosso Senhor, por meio de uma vida transformada por ele.

E você, anda dormindo espiritualmente? O tempo passa, mas você prefere não pensar em sua vida com Deus? Está na hora de despertar! – VWR

Dormir bem pode ser bom, despertar bem é melhor.