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21 de julho

Título – Integridade

Leitura Bíblica: Jó 1.1-5.                       [Jó] era homem integro e justo; temia a Deus e evitava fazer o mal (Jó 1.1).

O livro de Jó começa informando de quem trata a narrativa. Não conheço outro livro que comece falando tão bem do personagem central. E como Jó sofreu por causa da sua virtude! Satanás inveja quem é bem-visto por Deus e assim a pessoa de Jó despertou sua atenção.

O primeiro capítulo descreve os grandes sofrimentos de Jó e termina apresentando a prova de sua integridade, quando ele afirma: “Saí nu do ventre de minha mãe, e nu partirei”, e ainda acrescenta: “Louvado seja o nome do Senhor”.

O caráter de Jó transparece na sua preocupação com a espiritualidade de seus filhos. Ele ia ao âmago da questão quando considerava a possibilidade de eles terem intimamente pecado e amaldiçoado a Deus. Pecado não consiste necessariamente de algo que se faça, mas de abandonar Deus.

O livro explica como é ser integro perante Deus. Várias vezes ele afirma que Jó era homem que temia a Deus e evitava o mal. Eis o que é ser íntegro: quem não teme a Deus acaba não identificando o mal e com isso não o evita. Aquele que teme a Deus sempre evitará o mal. Outro exemplo disso é a história de José em Gênesis 39 que, quando tentado, respondeu: “Pecaria eu contra Deus?” Como poderá alguém cair no pecado se, antes de praticar alguma ação, fizer essa pergunta? Antes de concluir, vamos ainda registrar uma grande lição para a nossa vida. Satanás teve licença para acabar com tudo que estava ligado a Jó, inclusive seus próprios filhos, mas quando atinge a própria pessoa de Jó, pôde apenas fazê-lo sofrer, não tirar-lhe a vida. Isso é tão glorioso que por si só justifica temer a Deus e evitar o pecado. É uma grande recompensa para os filhos de Deus saber que serão levados pelo Pai; jamais por Satanás. Portanto, quem é íntegro não tem por que se preocupar diante de nada, pois pode contar com o cuidado de Deus até mesmo para além da morte. – MJT

Deus cuida integralmente de quem se mantém íntegro diante dele.

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20 de julho

Título – Escondido?

Leitura Bíblica: Gênesis 37.12-13, 18-35.   Pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado sempre me persegue (Sl 51.3).

Você já fez algo de errado e tentou esconder isso das outras pessoas? Talvez neste exato momento venha à sua mente a lembrança de algo que você continua escondendo. Como você se sente? Imagino que isso lhe cause algum tipo de desconforto. Mesmo quando conseguimos esconder certos fatos de outras pessoas, não conseguimos escondê-lo de nós mesmos. Isso fica grudado em nós como se estivesse sido afixado em nossa mente com uma cola de alta qualidade. E, quando menos esperamos, nosso erro está bem diante dos nossos olhos novamente.

Os irmãos de José o venderam a mercadores e de alguma maneira precisavam esconder esse fato do seu pai. O plano deles parece ter sido bem sucedido, pois Jacó acreditou que José fora devorado por um animal selvagem. Tudo isso trouxe muita tristeza a essa família. Mas maior do que a tristeza era a culpa que estes irmãos carregavam consigo. Muitos anos depois, devido uma grande seca, eles foram obrigados a ir até o Egito, a fim de buscar mantimentos. E veja só qual foi o assunto comentado quando se viram em dificuldades no país estrangeiro: “Certamente estamos sendo punidos pelo que fizemos a nosso irmão. Vimos como ele estava angustiado, quando nos implorava por sua vida, mas não lhe demos ouvidos; por isso nos sobreveio esta angústia” (Gn 42.21). O erro do passado os perseguia.

Hoje quero convidá-lo a examinar sua mente com a ajuda de Deus. Há erros do passado escondidos de outras pessoas, mas grudados em sua mente, perseguindo-o constantemente? Confesse-os primeiramente a Deus e, se houver pessoas envolvidas, procure-as e confesse também a elas seus erros e peça o seu perdão. A confissão e o perdão são a única maneira eficaz de você se livrar dessas lembranças que o fazem sofrer ainda hoje. “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e os seus pecados apagados” (Sl 32.1). – MP

Jesus está sempre pronto a ouvir você e tomar sobre si os erros que pesam sobre os seus ombros. Que tal falar com ele agora?

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19 de julho

Título – Não

Leitura Bíblica: Números 20.1-13.     Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9b).

Hoje muitos pregam tudo que humanamente queremos ouvir. Essas mensagens invertem os papéis: Deus passa de Senhor a servo, satisfazendo os caprichos de seus mimados senhores. Baseados em textos bíblicos isolados, multidões creem que podem tudo, menos resistir à privação daquilo que desejam.

Obviamente, Deus considera nossos desejos e necessidades, e ele próprio nos orienta a manifestá-los em oração (Fp 4.6). Porém, crer que Cristo pode realizar o que para nós é impossível implica humildemente atribuir a ele todo o poder da vontade. Ele está no controle e conhece nossos propósitos (se são ou não mesquinhos).

O texto de hoje é um exemplo de resposta negativa de Deus. Moisés foi desobediente e impedido de entrar em Canaã. Porém, pela misericórdia divina, sem que fosse preciso lutar, recebeu um lugar bem melhor, no céu. Em 2Sm 12, lemos que Deus também disse “não” a Davi, quando este orou pela vida da criança fruto de seu adultério (que também resultou em um assassinato), mas concedeu-lhe a graça de posteriormente gerar outro filho, Salomão, que foi o seu sucessor no trono. Deus negou a Jeremias o direito de constituir uma família em Judá (Jr 16.2), porém sustentou-o durante sua dura missão de pregar a verdade a um povo obstinado. Outro exemplo é Paulo, que por três vezes pediu que lhe fosse tirado o “espinho da carne” (2Co 12.7-10), porém Deus mostrou-lhe que a graça divina faria com que ele superasse qualquer dor (veja o versículo em destaque). Até mesmo Jesus teve seu pedido recusado quando orou para que dele fosse passado o cálice da morte (Mt 26.39), mas o Pai o sustentou na cruz, ressuscitou-o e o recebeu nos céus, onde vive vitorioso.

Deus abre portas e também as fecha, e seu “não” significa ganho e não perda. Precisamos confiar em sua direção e contar com a graça divina para enfrentar as adversidades. – LFS

Quando Deus diz “não”, podemos estar certos de que é o melhor para nós.

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18 de julho

Título – Um pecado chama outro

Leitura Bíblica: Gênesis 27.5-20.    Contra ti, só contra ti pequei e fiz o que tu reprovas (Sl 51.4).

Davi, autor do Salmo 51, é um exemplos eloquente do alto preço que o pecado (um modo de vida contrário aos propósitos de Deus) custa para nós. A trama engendrada por Rebeca mostra o poder da sedução do pecado. Querendo beneficiar seu filho predileto, o induz a enganar seu pai. Gostamos muito de culpar o diabo pelos pecados que cometemos, mas este texto mostra nossa responsabilidade pessoal pelo pecado. Ele é tão insidioso que chegamos a achar natural pecarmos. O pecado da falsidade, como foi este aqui, sempre requer engenhosidade. Vejam a mente criativa dos criminosos. Recebo em meu computador uma enxurrada de informações da inventividade dos criminosos.

O episódio bíblico que lemos mostra como o pecado tem na mentira um dos seus pilares mestres. E pior: depois de cometido, exige mentira após mentira, tanto para levá-lo a efeito como também para depois tentar consertá-lo. A continuação dessa história vai mostrar como a coisa piora.

Nada é tão afetado pela perda da nossa convivência com Deus como nossa mente. Chegamos a ter a coragem de invocar Deus como sócio de nossos pecados, a reivindicar seu apoio em sua prática. Veja o que Jacó afirmou: “O Senhor, o seu Deus, a colocou em meu caminho”. Vez por outra ligo a TV ou o rádio e fico estupefato como os homens envolvem Deus em seus pecados. Como pode?

A prova do alcance do nosso pecado está registrada na vida do enganador Jacó. Foi enganado diversas vezes, até pelos filhos. Um filho enganador prepara o terreno para ser pai de filhos enganadores. Mais tarde, Deus levou por sua graça Jacó a reconhecer o perigo de se opor a Deus, mas ele saiu lesado dessa experiência. Até hoje esse fato é lembrado nos costumes judaicos (Gênesis 32.31-32). Como esquecer tão preciosa lição? – MJT

Viver sem Deus é andar no escuro em terreno desconhecido.

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17 de julho

Título – Confiança

Leitura Bíblica: Salmo 62.5-12.       Este é o Deus cujo caminho é perfeito; a palavra do Senhor é comprovadamente genuína. Ele é um escudo para todos os que nele se refugiam (Sl 18.30).

A Bíblia é o manual da confiança: encontramos encorajamento e vida lendo seus livros. A confiança vem da presença de Deus em nossa vida, que nos proporciona abrigo e segurança (prometidos por ele em sua Palavra). Ela é incomparavelmente maior do que a encontrada no homem e na instabilidade das situações da vida.

O escritor Max Lucado afirmou o seguinte: “Se Deus é suficiente para você, então você sempre terá o suficiente, porque você sempre terá Deus”. É uma grande verdade: se nossa suficiência está em Cristo, estamos completos. Agora, se a nossa esperança estiver nas riquezas, amizades e alegrias inconstantes, não teremos estabilidade em nosso viver.

Confiança é sinônimo de: 1) Entrega. Devemos derramar sobre ele tudo o que sentimos, expondo nossos problemas, pensamentos, desejos e intenções. Quem confia em Deus busca ter intimidade com ele e se refugia em seus braços. 2) Esperança. Sabemos que Deus tem poder para transformar nossa vida, seja qual for a situação, cuidando de cada uma das nossas necessidades. Por isso, aguardamos seu agir sempre, sem desistir ou duvidar. Assim, podemos ver o invisível e crer no incrível. 3) Gratidão. Esta atitude está em desuso, mas precisa ser praticada. Diante de toda vitória prometida por Deus a nós ficamos imensamente felizes e isto é o combustível para uma vida de gratidão. Agradecer é uma atitude de dignidade daqueles que realmente percebem a grandeza da ação de Deus em sua existência. A paz e a alegria verdadeiras estão totalmente ligadas à confiança que temos em Deus. Confie nele! O Senhor é o único e incomparável Deus. Tudo que precisamos vem dele – e só nele podemos suprir nossas reais necessidades. Se vivemos com o Senhor, estamos firmados em uma rocha que nunca se abala. Temos auxílio sempre e nada poderá nos destruir. – HSG

Confiança envolve paciência e renúncia, mas resulta em crescimento espiritual e intimidade com Deus.

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16 de julho

Título – Túnica da discórdia

Leitura Bíblica: Gênesis 37.1-5                 O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados (Pv 10.12).

Um presente! Quem não gosta de ganhar um? Presentes trazem alegria, mostram consideração. Na história que lemos hoje no livro de Gênesis, Jacó presenteia seu filho José. No entanto, seu ato não causou apenas alegria, mas também ódio e desprezo. O problema foi que aquela túnica que Jacó destinou a José mostrou a predileção que o pai sentia por ele. Os demais irmãos sentiram-se menosprezados e não gostaram daquilo, passando a odiar José.

Será possível amar todos filhos sem parcialidade ou preferências? Se os filhos viverem sabendo que os pais preferem um ou o outro, será possível mesmo assim sentirem-se amados e considerados?

No momento em que os pais escolhem um filho para demonstrar maior afeição, automaticamente demonstram falta de consideração, carinho e afeição aos demais. Quando isso acontece no dia a dia da família, crescem ódio e ressentimento no coração dos “menos amados”.

Ainda assim, José poderia ter sido mais cauteloso com seus irmãos, evitando despertar neles mais ciúmes. Infelizmente ele não soube agir assim, nem se poderia esperar isso de um jovem inexperiente como ele.

O que este pequeno texto relata pode mudar vidas inteiras e construir famílias unidas quando se aceita seu alerta ou destruir a união que existe quando se imita o que ele conta. Os pais precisam amar todos os filhos de igual forma, sem favoritismos, parcialidades ou preferências. Os filhos precisam comportar-se amavelmente entre si, evitando discórdias, fazendo a união e o amor crescer nos relacionamentos.

É muito interessante observar ainda que o livro de Gênesis, composto de 50 capítulos, dedica apenas dois ao relato da criação de todo o mundo, enquanto os restantes descrevem a formação da família e assuntos pertinentes a ela. De fato, o assunto é importante! – ACS/VS

Amor e predileções não combinam.

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15 de julho

Título – Formiga

Leitura Bíblica: Neemias 4.1-10.      Sejam fortes e não desanimem, pois o trabalho de vocês será recompensado (2Cr 15.7).

Uma pequenina formiga carregava com muito sacrifício uma enorme folha, que devia ter dez vezes o seu tamanho. Quando o vento batia, folha e formiga caíam. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso ela desanimou. Parou perto de um grande formigueiro e pensei: “Até que enfim ela terminou o seu empreendimento!” Ilusão a minha. Na verdade, havia apenas concluído uma etapa de sua enorme tarefa. A folha era maior que o buraco. A formiga entrou sem ela e eu disse para mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada!” Mas fui surpreendido: ela voltou com outras formigas e todas começaram a cortar a grande folha em pequenos pedaços que, em pouco tempo, foram levados para dentro do formigueiro.

Observando aquela situação, refleti sobre minhas experiências. Quantas vezes eu estive desanimado diante do tamanho de minhas tarefas ou dificuldades? No texto de hoje, os israelitas também enfrentavam muitos problemas para reconstruir o muro de Jerusalém. Aquilo parecia impossível! Somente com a ajuda de Deus eles conseguiram concluir a obra.

Voltando à história da formiga, ela me ensinou a não desanimar: 1) diante das tarefas: e se a formiga tivesse considerado apenas as dificuldades da tarefa? Teria desistido! Invejei a sua persistência e transformei minha reflexão em oração: “Senhor, me dê a perseverança dessa formiga! Eu não quero desanimar diante das lutas!”; 2) diante do tamanho das tarefas: “Eu preciso aprender a dividir em pedaços os fardos que, às vezes, se apresentam grandes demais!”; 3) quando cair: ela superou todas as adversidades da estrada; e 4) se não puder ver o caminho: “Senhor, me dê a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer”.

O encontro com aquela formiga me fez mais fortalecido em minha caminhada e agradeci ao Senhor por isso. – NND

Quando pedimos a ajuda do Senhor para realizar nossas tarefas, ele nos anima e fortalece.

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14 de julho

Título – Maturidade

Leitura Bíblica: Hebreus 5.12-6.3.      Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino (1Co 13.11).

Maturidade significa a conquista da estabilidade, do equilíbrio e, consequentemente, da sabedoria. Seu alcance pressupõe a finalização de um processo, dentro do qual outros tantos tiveram de ocorrer. Uma pessoa madura é consciente, sobretudo com relação àquilo que não está sob seu controle. Ela sabe que quando chegou aqui já havia sistemas e regras estabelecidas, e que muito do conhecimento que pode usufruir foi à custa de experiências de seus antepassados com o fracasso. Sabe também que tem limites e que deve respeitá-los. Chegar a estas conclusões não é fácil, mas só passando por esse aprendizado nos tornaremos maduros. Precisamos observar e avaliar situações – não que viveremos de estatísticas, mas devemos prever consequências, sabendo equacionar causa e efeito.

Não é difícil, porém, observar que a maioria das pessoas recusa-se de certa forma a alcançar esse patamar. Suas personalidades imaturas acabam sendo a maior causa dos conflitos por problemas comportamentais inadequados. São adultos que agem como crianças mimadas: exigentes, temperamentais, impacientes. Querem mudar o curso das coisas sem que haja transformação em suas atitudes erradas, mas sem autoconhecimento a maturidade torna-se inatingível. Não resolve nada procurar um ingrediente mágico que solucione os problemas sem que se tenha de trabalhar por isso. 

Espiritualmente não é diferente. O autor da carta aos Hebreus fala sobre pessoas que conheceram a verdade, mas pararam no nível básico da fé e têm imensa dificuldade em exercitá-la. Não têm estrutura para enfrentar suas limitações e superá-las por meio da correção de seus valores e de suas atitudes. Regridem com facilidade, por falta de perseverança. Na dinâmica da vida é assim: quem não cresce, certamente diminui. – LFS

Cristo é nosso padrão de maturidade e também nos ajuda a atingi-la.

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13 de julho

Título – Adversário

Leitura Bíblica: Provérbios 6.6-9.        O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos, mas o caminho do justo é uma estrada plana (Pv 15.19).

Muitas coisas são tidas como adversárias do ser humano por poder causar destruição em várias áreas da vida: profissional, relacional ou espiritual. Quando falamos nisso, talvez você logo pense nas muitas obrigações ou em algum pecado específico pelo qual você foi ou é tentado. Possivelmente preguiça não seja algo no topo da sua lista de perigos destrutivos. Entretanto, a Palavra nos alerta por meio do comportamento de um pequeno animal – a formiga – a observar este adversário agir. A preguiça às vezes é subestimada, pois parece ser tão insignificante como uma formiguinha, que pode ser liquidada com um pequeno aperto dos dedos.

Mas ela é um sério problema, pois leva à acomodação. É aí que se torna um adversário. É claro que temos consciência de que tudo o que temos vem de Deus, mas não podemos ignorar que ele vai abençoar nosso trabalho e que concederá bênçãos materiais e espirituais a partir do nosso esforço. A preguiça também se torna um adversário porque afasta as pessoas umas das outras. Para o trabalhador, a inércia do preguiçoso torna-se um incômodo e causa irritação ao ambiente em que se faz presente. Para os que convivem mais frequentemente com o preguiçoso e estão mais próximos dele, ele se torna um peso por sempre precisar de auxílio nas tarefas mais básicas a realizar. Este inimigo não permite ao ser humano agir, mas faz com que somente fique à espera de ser servido. É preciso tomar a decisão de lutar contra ele, mas isso exige disciplina. Entretanto, tal decisão vale a pena, as recompensas são certas. Com as pessoas que tomam esta decisão o Senhor se alegrará, pois sabe que pode entregar tarefas em suas mãos. É preciso ficar alerta contra a preguiça: seu ataque é sutil e o indivíduo atingido não percebe sua ação, correndo assim o risco deixar a vida escapar. – MZK

“A preguiça pode competir de igual para igual com os pecados mais subestimados”. (Ronald Sailler e David Wyrtzen).

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12 de julho

Título – Ciro

Leitura Bíblica: Esdras 1.1-11.               Irei adiante de você e aplainarei montes, para que você saiba que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que o convoca pelo nome (Is 45.2a,3b).

Caso você não conheça a história por trás da leitura bíblica de hoje, aqui vão algumas informações: Deus escolheu o povo de Israel como seu representante na terra e o fez morar na região da Palestina. Com o tempo, porém, Israel abandonou sua função. Para discipliná-lo, Deus enviou então o exército babilônico, que levou a maior parte dos israelitas para longe, onde deveriam passar um tempo longo para aprender a levar Deus a sério. Depois poderiam voltar e recomeçar a vida. Aqui começa a leitura de hoje: Ciro, o rei persa que substituiu os reis babilônicos, decide enviar os israelitas de volta para casa, inclusive para reconstruírem o templo de Deus em Jerusalém, destruído pelos babilônicos. E mais: devolve-lhes tesouros que haviam perdido e lhes dá outros recursos para poderem executar bem sua ordem.

Deve ter sido uma grande surpresa, porque Ciro nem conhecia Deus. De repente, ele entendeu o que o Senhor queria e lhe prestou esse serviço a favor daquele povo. Espantoso!

Essa virada súbita na vida de gente que vive (ou deveria viver!) com Deus não foi única. Há muitos casos semelhantes ao longo da História, inclusive de pessoas dos nossos dias. Talvez você esteja numa situação semelhante: parece que a vida emperrou e nada aponta uma saída. O recado de hoje então é: Deus não nos esquece e muitas vezes lança mão de algum inesperado “Ciro” para mudar tudo. Conte com o Senhor!

Todavia, Deus não é um mágico que, por encomenda, nos tirará do aperto porque assim queremos. O aperto faz parte do plano de Deus e terminará quando ele decidir que assim convém. O objetivo também não é a nossa satisfação, mas que Deus seja conhecido e exaltado. Para isso, ele usa quem quer: os israelitas, Ciro (veja o versículo em destaque) ou nós, quando ele nos fizer uma surpresa – sempre ao modo dele! – RK

Deus pode usar quem ele quiser – e do modo que quiser – para realizar seus planos.