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O cristianismo é muito prático, como percebemos no livro de Tiago. Muitas vezes nos concentramos na parte teórica e esquecemos de aplicar na vida real aquilo que aprendemos. Mas, quando Jesus voltar, o julgamento avaliará os resultados da nossa vida: serão do tipo que enferruja e perde seu valor ou do tipo que é lembrado para sempre?
Um dos aspectos práticos tratados por Tiago é a ânsia por bens materiais. Esse é um perigo muito atual diante do consumismo contagiante da nossa sociedade. O custo das riquezas pode ser invisível aos olhos: saúde prejudicada, famílias quebradas, trabalhadores enganados. Tiago nos adverte para o dia do acerto de contas com Deus: este será o momento da verdade, em que Deus mostrará o resultado real das nossas ações. Nenhum dos tesouros ajuntados aqui nos será útil quando estivermos diante do trono de Deus. A condenação para a injustiça e a luxúria é certa. Veja bem: Tiago não condena a riqueza em si. Ele alerta para os meios usados para acumulá-las: fraude (v.4), ganância e violência (v 6). E também nos alerta para o fato de que as riquezas são passageiras e não trazem felicidade real.
Em vez de tentar juntar os bens desejados a todo custo, Tiago recomenda que tenhamos paciência (versículo em destaque). O agricultor não tem como apressar o crescimento e a colheita e por isso se dedica a cuidar da plantação. Assim, ele faz sua parte para que o resultado final – a colheita – seja o melhor possível. Como o fruto desejado pelo cristão é mais pessoas entregando sua vida a Jesus, a nossa parte no trabalho pode incluir: demonstrar amor, contar de Jesus, ajudar os carentes… é só ficar de olho nas necessidades à sua volta. – MJT
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