Arquivo do mês: janeiro 2016

Reflexão 📖

16 de janeiro
Sacrifício

Leitura Bíblica: Salmo 50.1-23    Ofereça a Deus em sacrifício a sua gratidão… (Sl 50.14).

Nos tempos antigos a adoração era prestada por meio do sacrifício de animais; já hoje em dia a maneira como tradicionalmente as pessoas que temem a Deus pretendem homenageá-lo se dá por meio de cultos e louvores. Reunir-se para adoração conjunta ou celebração, cantar, tocar instrumentos, orar, erguer as mãos no louvor são algumas das manifestações exteriores usadas para expressar adoração.

Antigamente muitos achavam que bastaria apresentar sacrifícios de animais para que Deus deles se agradasse, mas ouviram dele: “Vocês acham que eu preciso disto?” Talvez durante algum dos nossos cultos alguém escutasse a voz de Deus dizendo: “Parem com esse barulho! Vocês acham que porque cantam, levantam as mãos, reviram os olhos ou choram emocionados eu estou me agradando de vocês?” As expressões exteriores de adoração não são ruins em si mesmas, desde que correspondam a corações real e verdadeiramente rendidos a Deus.

As Escrituras insistem em mostrar que o importante no relacionamento com Deus é a coerência de vida: cumpra seus votos (suas promessas), diz ele. E ao ímpio, que apesar do discurso tem vida torta diante de Deus, ele diz: “Que direito você acha que tem de ficar recitando minha lei ou citando minha aliança? Você fica citando versículos bíblicos e postando textos sobre o meu amor, mas não me obedece e dá as costas às minhas palavras! Fala mas não faz!”

Ainda me lembro da história do traficante que dizia ter a proteção de Deus porque sempre recebia pastores em sua casa, que oravam por ele. Ele precisava, sim, de oração, mas para arrepender-se e mudar de vida! A aliança com Deus não diz respeito a conversa fiada, mas vida de verdade. Somos gratos a Deus? Nossa vida precisa demonstrá-lo no dia a dia, em cada passo do dia. – MHJ

O relacionamento com Deus precisa ser verdadeiro e não de palavras.

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📖 Palavra de Sabedoria

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15 de janeiro
Teimosia

Leitura Bíblica: Salmo 81.1-16.           O meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me. Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos (Sl 81.11-12).

Quando eu era menino e vivia na roça, um querido amigo entregava leite utilizando um jumentinho que chamarei de “Teimoso”. Embora lento na maioria das vezes, Teimoso era um meio de transporte eficaz e eficiente, pois fazia o trajeto com perfeição, parando sem comando nas casas de todos os clientes. Durante anos realizou essa proeza. A distribuição de leite acontecia costumeiramente nas mesmas residências, conforme a necessidade. Esporadicamente, contudo, por algum motivo um ou outro cliente mandava suspender a entrega do produto. Eis o problema do Teimoso! Era comum ele empacar e somente sair depois de um bom tempo parado. Na verdade, podia até ser surrado, mas, mesmo assim, desobedecia e ninguém conseguia arredá-lo dali até que todos os procedimentos fossem realizados. Acredite, Teimoso só prosseguia no trajeto após “entender” que o leite que transportava havia sido descarregado do seu lombo!

No texto bíblico de hoje encontramos um povo teimoso semelhante ao jumento que descrevi: não escutava a voz do dono. Diante disso, o Senhor declarou: “Ouça, meu povo, as minhas advertências; se tão somente você me escutasse, ó Israel!” (v 8). A exortação acerca da teimosia do povo é a mensagem central desse texto, sendo muito clara também para o nosso cenário. Quantas vezes queremos medir forças com Deus! Achamos que a nossa vontade precisa prevalecer em detrimento dos propósitos do Senhor. Assim, como consequência, sofremos hoje por conta das teimosias do passado. Somos “turrões”, mas é hora de mudar. Precisamos ouvir a voz de Deus e experimentar constantemente a vontade do Senhor que, segundo Romanos 12.2, é boa, perfeita e agradável. Por mais experiências que tenhamos, o melhor conselho vem do Senhor. Ouçamos a sua voz! – DMS

Além de emperrar nossa vida, a teimosia pode nos afastar de Deus.

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📖 Palavra de Sabedoria

 

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Reflexão 📖

14 de janeiro
Espadas

Leitura Bíblica: 2 Samuel 2.10-17 [Jesus disse:] Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão (Mt 26.52).

O texto de hoje relata uma batalha entre os exércitos de Davi e Is-Bosete. Seus comandantes, Joabe e Abner, decidiram pelo enfrentamento entre doze soldados de cada lado. Estes desembainharam suas espadas e atacaram-se simultaneamente, morrendo juntos. Não houve vencedores nesse primeiro embate e aquele local passou a se chamar Campo das Espadas. Seguiu-se uma dura batalha entre os soldados, e a vitória foi do exército de Davi. Este, em outra ocasião, escapara de ser morto por meio de uma espada pelo gigante Golias (1Sm 17.38-51). Aquele homem grande e terrível foi derrubado com uma simples pedra atirada em sua testa; depois, Davi tomou-lhe a espada e cortou sua cabeça.

Séculos mais tarde, o Senhor Jesus estava com seus discípulos no Getsêmani quando Judas chegou na companhia dos que iriam prendê-lo. Estes estavam munidos de espadas e varas para a realização de suas intenções (Mt 26.36-56). Um dos discípulos, Pedro (Jo 18.10), lança mão da espada e decepa a orelha do servo do sumo sacerdote 

Aqui a história é diferente das duas outras ocorrências – contra Golias e o exército de Is-Bosete, foi por meio do enfrentamento que Davi venceu. Desta vez, Jesus repreende Pedro e demonstra que aquele momento não seria de luta, mas de paz: sarou Malco, o inimigo que fora ferido.

Em nossos dias, a violência está em todos os lugares e causa mais vítimas a cada dia. Podemos dizer que a paz que o mundo oferece é aparente e não duradoura. Quem segue a Cristo, porém, experimenta a paz que excede todo o entendimento (Fp 4.7) e não precisa lutar para obtê-la. Seguindo os princípios da Palavra de Deus, o cristão evitará a espada, a belicosidade, o desentendimento. Por meio do sacrifício de Cristo na cruz, está em paz com o Pai. Em sua vida diária, deve buscar um relacionamento pacífico também em relação às outras pessoas. – ETA

As armas do cristão devem ser as de Cristo: amor e perdão!

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13 de janeiro
Povo de Deus

Leitura Bíblica: Jeremias 2.1-13.   Vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus (Ef 2.19).

O povo de Israel, a quem o profeta Jeremias fala em nome de Deus na leitura bíblica de hoje, era muito especial. Sua história está nas páginas da Bíblia anteriores ao trecho indicado. Deus criara esse povo para ser o seu representante no mundo. Manifestou-se a ele, instruiu-o para lhe assegurar uma vida exemplar e feliz, protegeu-o e cuidou dele. Em troca, bastaria o povo seguir as leis divinas e demonstrar sua fidelidade e devoção ao único Deus vivo – algo autêntico, muito melhor do que todas as grosseiras tentativas religiosas dos outros povos. Mesmo assim, Israel quase continuamente se afastava de Deus para seguir suas próprias ideias, trazendo cada vez mais ruína sobre si. É o que Jeremias denuncia. Séculos depois, Deus enviou seu filho Jesus, para que todo aquele que entregasse sua vida a ele passasse a fazer parte do seu povo – não mais restrito aos israelitas. Tais pessoas passaram a ser conhecidas como cristãos. Hoje vivemos numa sociedade que costuma denominar­se cristã, e é bem provável que você também se considere um seguidor de Cristo. Note, porém, que muitos “cristãos” se comportam em relação a Deus tal qual os israelitas no tempo do texto lido: têm o nome de povo de Deus, mas na prática o ignoram totalmente. A profecia de Jeremias é mais um dos muitos esforços de Deus para chamar seu povo à razão, alertando-o de que vinha perdendo o acesso à fonte da vida e que assim acabaria mal. Pois bem: se a postura da cristandade hoje é similar à de Israel naquela época, suas advertências têm a mesma validade para nós. Não sei qual é a sua postura de cristão ou não, mas fica aqui o recado de que pertencer à comunidade da qual fala o versículo em destaque é um privilégio que não se adquire por um carimbo num documento, mas pela entrega prática da vida a Jesus Cristo. – RK

Chamar-se de cristão e não o ser de fato é uma ilusão trágica.

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12 de janeiro
Oração

Leitura Bíblica: Marcos 1.35-39.         De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando (Mc 1.35).

Quando estudamos as Escrituras, logo percebemos que a divindade de Cristo está muito clara em toda a Bíblia. Ele era Deus antes de vir a este mundo, não deixou de ser Deus ao encarnar na pessoa de Jesus e continua sendo Deus para toda a eternidade. A partir desta verdade, algumas pes­soas logo poderiam concluir: sendo ele o próprio Deus, não teria necessidade de orar e estar em contato com o Pai. Entretanto, quando lemos os quatro evangelhos, vemos que aconteceu justamente o contrário: há inúmeros textos que mostram Jesus orando e tirando longos períodos para isso.

O texto de hoje afirma que Jesus levantou muito cedo, foi para um lugar isolado e passou um longo tempo em oração. Quando os discípulos o encontram, logo avisam: “Todos estão te procurando”. A tendência do ser humano numa situação como esta seria: “Se todos estão me procurando, então preciso atendê-los. Não há tempo a perder, nem com oração”. Mas Jesus é diferente: enquanto todos o procuram, ele tira tempo para ter intimidade com o seu Pai. Esta é a atitude de Jesus em vários momentos da sua vida: diante de decisões importantes, de momentos de crise e oposição, de longas jornadas de pregação e ensino, etc. vemos Jesus retirando-se e tendo um tempo a sós com o seu Pai.

Disto precisamos tirar uma lição importantíssima: se Jesus, sendo o próprio Deus, sentia a necessidade e a importância de orar e estar em intimidade com o Pai, quanto mais nós, miseráveis seres humanos, totalmente dependentes de Deus, precisamos nos exercitar na oração. Não dependa apenas das suas próprias forças, por mais capacitado que você se julgue. Aprenda com Jesus a orar e a ter intimidade com o Pai. – CK

Nem sempre orar é submeter minhas necessidades a Deus; antes, é submeter a mim mesmo a ele.
  

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