Arquivo do mês: janeiro 2016

Reflexão 📖

11 de janeiro
Amor

Leitura Bíblica: João 13.31-38.         Um novo mandamento lhes dou: amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros (Jo 13.34).

Perto do final de sua vida, Jesus tem um encontro muito especial com seus discípulos. Afirma que estaria só pouco tempo com eles. De fato, seria a última noite de sua vida. Pouco depois ele seria preso e julgado, e crucificado no dia seguinte. Isso leva Jesus a tratar algumas coisas importantíssimas com seus seguidores.

Ele afirma ter um novo mandamento para eles: o mandamento do amor. Entretanto, não é algo propriamente novo: já o Antigo Testamento ordenava amar o próximo como a si mesmo (Lv 19.18), e Jesus ratificou esse mandamento em várias ocasiões.

O que então há de novo nele? Talvez a forma como se deveria amar. Primeiramente, poderíamos dizer que não era como Judas amava Jesus, pois naquela mesma noite ele trairia seu Senhor. Com certeza também não era como Pedro, pois pouco depois daquele encontro ele negaria Jesus três vezes. Sem sombra de dúvida também não era como o restante do grupo de discípulos amava, pois no momento mais difícil da vida de Jesus, enquanto estava sendo preso, todos o abandonaram. Como então deveria ser este amor de que Jesus estava falando?

Ele afirma que seus discípulos deveriam amar como ele mesmo amou. Esta é a diferença, a novidade do seu mandamento: amar como Jesus amou. Quando se pergunta como Jesus amou, geralmente nos lembramos de que ele morreu em nosso lugar. Mas vale lembrar que, no momento em que Jesus institui este novo mandamento, ele ainda não havia morrido. Isso só acontece no capítulo 19 de João. Ou seja, Jesus já havia provado seu amor ainda antes de sua morte – buscando por meio de tudo o que dizia e fazia o benefício das pessoas com quem tratava. É a disposição de sempre servir ao próximo sem esperar retorno. Isso nos ensina uma grande verdade: não espere morrer para mostrar seu amor às pessoas que estão ao seu redor! – CK

Ame simplesmente como Jesus amou.

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10 de janeiro
Voz do povo

Leitura Bíblica: Atos 14.8-20.              Como é feliz o homem que põe no Senhor a sua confiança, e não vai atrás dos orgulhosos, dos que se afastam para seguir deuses falsos! (Sl 40.4).

“A voz do povo é a voz de Deus” – quantas vezes já ouvimos isso? Se pensarmos no caráter de Deus, logo vamos concluir que a maioria das vezes em que esta frase é usada ela não faz sentido algum. Por exemplo, no texto que lemos hoje temos duas situações que demonstram a falsidade deste ditado.

Na época em que elas ocorreram, a idolatria era muito comum e influenciava muitas atividades. Para os gregos e romanos, os deuses eram semelhantes aos humanos, embora mais poderosos. Quando Paulo curou um paralítico em Listra, as pessoas não tiveram dúvidas: aquilo só podia ser obra divina (e era!). Só que direcionaram a adoração a Paulo e Barnabé. Estes logo se apressaram a apontar quem tinha feito o milagre – o Deus verdadeiro. Como autênticos seguidores de Cristo, não permitiram que a glória devida somente a Deus fosse dada a homens. Estavam ali exatamente para levá-los a deixar a idolatria e seguir o único Deus. Porém, as pessoas queriam uma divindade que pudessem ver e tocar.

Logo depois, os mesmos que chamaram Paulo de deus chegaram ao ponto de apedrejá-lo. Foram influenciados e mudaram de opinião. A “voz do povo” pode ser bem volúvel – e Deus não é assim. Ele não muda, por isso podemos confiar nele.

Apenas com estes exemplos – com pouco tempo de intervalo Paulo foi considerado digno de adoração e depois merecedor de morte – já podemos ver o quanto a “voz do povo” é diferente do que Deus quer. Nenhuma das duas situações agradava a Deus! Ainda bem que Paulo e Barnabé mantiveram sua integridade e não se deixaram levar pela pressão popular!

Muitas vezes, seguir a maioria é um grande erro. Pessoas são falhas e podem mudar de opinião no instante seguinte. Já Deus é perfeito, sabe de todas as coisas e não muda. Somente a ele devemos seguir! – VWR

A quem você dá atenção?

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9 de janeiro
Destruição

Leitura Bíblica: Oseias 4.1-6          Meu povo foi destruído por falta de conhecimento (Os 4.6).

Quando adolescente, eu sentia raiva quando via os noticiários. Diante da injustiça, da humilhação, da violência, meu sentimento de justiça me levava a desejos de vingança. Ao perceber que algo não estava correto e ao mesmo tempo sentir que era impotente, me ocorria o pensamento de que poderia mudar tudo por meio da força. Com o tempo vi que esta solução era ineficaz contra a maldade que há no mundo. Por outro lado, ao conviver com a violência, acostumei-me a ela, tanto que por vezes não senti que aquilo era uma afronta à vontade de Deus.

Quando não identificamos um pecado como algo que desde seu fundamento ataca e agride a honra de Deus, então nos acostumamos a ele de modo que não mais nos incomodamos. Ao ver a injustiça como corriqueira, não acusamos mais. Quando a maldade se torna comum, passamos a saboreá-la diante da televisão como uma simples “notícia”. Péssima notícia! Urge quem diga que isto está errado. Um exemplo: para garantir nosso pequeno conforto suportamos a poluição e destruição do ambiente em que vivemos. Estamos sendo destruídos por falta de conhecimento. Achamos que por herdarmos o céu não precisamos comprometer-nos com a Terra.

No texto da leitura de hoje, os sacerdotes foram duramente repreendidos por Deus por desviarem o povo do foco. Alimentavam uma fé que esperava somente a bênção de Deus, mas cujo conteúdo era vazio de significado. Acreditavam que por serem religiosos Deus tinha obrigação de zelar por eles, mas esqueceram-se do compromisso que Deus havia firmado com o povo, uma aliança na qual Deus concedia suas bênçãos para o povo que em gratidão lhe obedecesse.

Não perca de vista suas responsabilidades. Não permita que o pecado considerado “normal” por aí se torne normal também para você. Deixe o conhecimento de Deus e de sua Palavra transformar sua vida. – AS

Só o conhecimento de Deus transforma más notícias em boas por meio de Cristo!

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8 de janeiro
Degradação

Leitura Bíblica: Gênesis 7.17-24 Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os homens, como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente ao chão e as aves do céu foram exterminados da terra. Só restaram Noé e aqueles que com ele estavam na arca (Gn 7.23).

Toda semana dirijo-me a uma comunidade cristã situada numa região da capital paulista chamada Cracolândia. A maioria dos frequentadores dos programas religiosos vem daquela área degradada, salvo os voluntários e os missionários (alguns deles também envolvidos com drogas no passado). A caminhada que faço para chegar até ao local, por mais que por lá passe com fre­quência, sempre me choca. Não há como se acostumar com a degradação.

O versículo em destaque fala no extermínio de praticamente todos os seres vivos causado pelo dilúvio. Hoje podemos dizer que a droga é um dos fatores que acaba com o ser humano, mas como faz isto aos poucos, é deprimente para quem acompanha o processo. O vício em geral começa com um gole de bebida alcoólica ou um cigarro, apenas para experimentar. Porém, após certo tempo, grande parte destes iniciantes termina naquela multidão. Quando vejo aquele quadro degradante, sempre me lembro do título de um famoso filme: “Assim caminha a humanidade”. Tal situação acaba misturando os homens e os animais num mesmo modo de viver, onde predomina a sujeira, o vício, a podridão, o mau cheiro – um quadro horrível.

O capítulo no qual está o texto que lemos hoje começa com a ordem de Deus a Noé: “Entre na arca”. Hoje, temos também uma chance de deixar a corrupção que nos envolve se entregarmos nossa vida a Cristo. Ele é a nossa “arca”. Não caminhe como a humanidade corrompida para não ter o mesmo fim desta. E, se você já vive com Jesus, siga seu exemplo e demonstre a todos a diferença que ele fez em sua vida! – MJT

Parar de seguir a humanidade corrupta e optar pelo caminho divino é experimentar nova vida com Cristo.

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7 de janeiro
Crises

Leitura Bíblica: 1 Samuel 19.1-11 Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3).

É comum enfrentarmos problemas de relacionamento. O ambiente de trabalho, por exemplo, pode ser complicado. Ainda jovem, trabalhei numa grande empresa. Por ser cristão, um companheiro de trabalho me odiava gratuitamente. Não perdia nenhuma oportunidade que surgisse para me perturbar.

Davi enfrentou essa mesma situação. Por amar a Deus e sua causa, colocou a vida em risco para defender a glória do Senhor e passou a sofrer com os ciúmes de Saul, o rei. Como administramos os nossos sentimentos quando outro é elogiado em vez de nós mesmos? Foi o problema de Saul. Ele não era capaz de dominar o que sentia a cada vez que Davi era elogiado. A inveja fluía com violência de seu interior.

Jônatas, por sua vez, é o personagem em crise na leitura bíblica de hoje. Amava seu pai, obedecia-lhe, mas ao mesmo tempo tinha grande amizade e admiração por Davi. Quando viu que seu pai tentava matar Davi, começou a elaborar planos para ficar com ambos e não conseguiu. Imagine a crise que Jônatas enfrentou quando descobriu a debilidade emocional de seu pai. Nossa derrota diante de nossos sentimentos é uma grande arma para Satanás. Quando vê o terreno preparado, consegue provocar grandes tragédias, como repetidamente vemos nos noticiários.

Mais adiante (1Sm 20.30-31), a crise de Jônatas culmina com uma grande acusação de deslealdade por parte de seu pai. Saul tenta convencer Jônatas de que estava tentando matar Davi para que mais tarde Davi não tirasse o reino de Jônatas. A história inteira de Saul mostra como seu orgulho acabou por levá-lo à ruína – e esse orgulho e o ciúme resultante destruiu o relacionamento com seu filho e ainda criou sérias dificuldades para Davi, que só lhe fizera bem. O remédio para essas nossas crises é o conselho de Paulo aos filipenses no versículo em destaque. A humildade sempre é mais benéfica que a soberba. – MJT

A humildade é um excelente remédio contra o orgulho e o ciúme.