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9 de outubro

Título – Tolo, eu?

Leitura Bíblica: Eclesiastes 5.1-7.             É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir (Ec 5.5).

Dizem que há coisas de que até Deus duvida. Pois bem, ele não duvida de nada porque conhece tudo, inclusive nossos pensamentos, e está no controle de tudo. Hebreus 4.13 diz o seguinte: “Nada em toda a criação está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas”. Leia também o Salmo 139 e medite nele. Diante disso, precisamos ter cuidado e respeito, pois o Senhor quer ter comunhão e intimidade conosco para criarmos maturidade ao nos aproximar dele a cada dia. Não é por Deus ser amor e rico em misericórdia que podemos desrespeitá-lo, prometendo coisas que não conseguimos – ou pior: não pretendemos – cumprir. Certa vez, orando ao Senhor, expus a ele todos os meus problemas, prometi fazer algo e não cumpri. Recebi dele as bênçãos e não honrei a promessa que fiz. Lendo o texto de hoje me senti o pior de todos os pecadores e enxerguei como sou falho e tolo. Creio que Deus não duvidou da minha promessa, pois ele conhecia meu coração e queria ver até onde eu iria, e hoje tenho certeza de que ele me perdoou. Muitas vezes nosso desespero nos faz cometer essas tolices, como se Deus não se preocupasse conosco, mas não é assim. O Senhor sabe das nossas necessidades e sabe o momento certo de nos ajudar. Não precisamos subir escadas de joelhos ou carregar cruzes pelas estradas para obter uma graça de Deus. Mesmo assim, Deus, que conhece nossos pensamentos e atitudes, nos dá chances de nos redimir. Se você se comprometeu com algum voto, cumpra-o, embora possa ser tolice. No entanto, o Senhor não quer isso e nem faz barganhas. Também não prometa que não vai mais pecar, pois pecamos facilmente. – ETS
Votos e promessas são muletas frágeis para fidelidade duvidosa.

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8 de outubro

Título – Condições

Leitura Bíblica: Lucas 5.12-16.               [O leproso disse:] Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser! (Lc 5.12c – NTLH)

Condições fazem parte do dia a dia: quem levanta um empréstimo precisa devolver depois; a aquisição de um produto só pode ser feita mediante pagamento; trabalha-se durante certo tempo para receber um salário. Elas também são aplicadas a relacionamentos: “Sou seu amigo se…; vou visitá-lo se você vier à minha casa; procederei bem se você agir assim comigo, respeitarei você se você também fizer isso”…

Estabelecer condições pode dar a sensação de poder e controle sobre a situação. Porém, quando se trata de Jesus, nunca somos nós que as impomos e sim ele. Deus abominava que o povo de Israel adorasse outros deuses, pois as pessoas iam oferecer algo aos ídolos esperando seu favor em troca. Com o Deus verdadeiro não funciona assim. Ele não fará nada que já não tenha estabelecido antes.

A história de hoje é um exemplo para nós. O leproso colocou-se no devido lugar e clamou a Jesus, dizendo que qualquer condição pertencia ao Senhor e não a ele mesmo. Em outras palavras, ele dizia: “Tenho fé e acredito firmemente que o Senhor tem o poder de me curar, e sei que se estiver dentro da sua vontade poderá fazê-lo; mas se não quiser, glória a Deus – o Senhor tem esse direito”.

Às vezes “brigamos” com Deus e dizemos: “Como o Senhor pode permitir que façam algo assim com alguém que é seu filho fiel? O Senhor precisa fazer algo”. O relato que você leu ensina que quando oramos por algo ao Senhor e não conseguimos receber nada além de um “não” ou um “espere” como resposta, ainda não estamos preparados para receber um “sim”. O fato de conseguir aceitar o que Jesus disser mostra que eu realmente tenho fé em Deus. Mesmo que ele não responda da forma e na hora que eu quero, vou continuar crendo nele como sempre cri e ainda mais, porque sei que ele é soberano, é quem impõe as condições e sabe o que é o melhor para minha vida. – IG

Jesus é quem estabelece as condições e eu preciso aceitá-las.

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7 de outubro

Título – Peixinho

Leitura Bíblica: 1 João 5.1-5.            Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles (Pv 22.6).

A Palavra de Deus não “varre para debaixo do tapete” os erros das grandes personalidades bíblicas. Assim, expõe o adultério de Davi, a idolatria de Salomão, a mentira de Abraão, bem como a do seu filho Isaque, as malandragens de Jacó, a traição de Judas, a negação de Pedro e tantos outros casos. Alguns se arrependeram e voltaram a Deus, outros preferiram viver longe dele. Em uma instituição de evangelização de crianças aprendi um conceito muito certo: “Filho de cristão não é cristãozinho”. Podemos ver em especial no caso de Davi e Salomão que a fidelidade a Deus não é genética – o primeiro foi considerado “homem segundo o coração de Deus” (At 13.22), enquanto seu filho deixou Deus irado com sua desobediência (1Rs 11.9-10).

Ninguém nasce cristão, pois servir a Deus e receber a vida eterna é algo pessoal. A criança tem de ser ensinada, orientada com palavras e exemplos de vida (veja o versículo em destaque), mas para seguir a Cristo ela terá de arrepender-se de tudo em que tenha desagradado a Deus, entregar sua vida a Jesus e deixar que ele a transforme conforme sua vontade. É preciso crer e confiar em Deus, compreender que Cristo morreu em nosso lugar e obedecer aos princípios estabelecidos por Deus em sua Palavra. O que quero deixar claro é que vários textos bíblicos explicam que ser filho de Deus envolve crença (por exemplo, Jo 3.16) e entrega de vida (Jo 1.12) a Jesus (conforme o texto de hoje) – e não a qualquer outro deus – e também obediência (Hb 5.9). Que você possa refletir nestes textos e também em 1Jo 3.16, que menciona a necessidade amar ao próximo a ponto de dar-lhe até a própria vida. Assim, se você nunca ouviu falar de Jesus ou está entre aqueles que um dia se afastaram dos ensinamentos bíblicos, pense, reflita e ore. Se sua esperança de vida eterna não se baseia em Cristo, entregue-se a ele! – ETA

Filho de peixe peixinho é, mas filho de cristão não é cristãozinho!

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6 de outubro

Título – Perdão

Leitura Bíblica: Atos 6.8-12;7.58-60.    [Enquanto era apedrejado, Estêvão] caiu de joelhos e bradou: Senhor, não os considere culpados deste pecado. E, tendo dito isso, adormeceu (At 7.60).

Perdão não é um sentimento, é atitude. É verdade que fazer isso não é tão fácil, até porque muitas vezes perdoar significa absolver alguém que é culpado. Um bom exemplo disso encontramos numa história ocorrida durante a Guerra de Secessão norte-americana (1861-1865). Um soldado foi sentenciado à morte sob a acusação de ser desertor. Sua situação chegou ao conhecimento de Abraham Lincoln, que governava o país naquela época. Ele concedeu-lhe o perdão. O soldado voltou ao serviço e foi morto numa batalha em 1865, quando a guerra estava por terminar. Com ele – imagino que no bolso de sua farda, bem perto do coração – foi encontrado o indulto assinado pelo presidente.

Outro grande exemplo de perdão encontramos no texto bíblico de hoje. Estêvão era um autêntico seguidor de Jesus. Ele perdoou os seus inimigos na hora da morte, imitando a atitude de seu Mestre (veja Lc 23.34). Como Estêvão conseguiu? Tomando o exemplo de Cristo: “Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 3.13b).

A Palavra de Deus é categórica em nos ensinar: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo” (Ef 4.32). A questão é: se o tema “perdão” permeia toda a Bíblia como algo inerente a Deus e uma ordem a seus filhos, como uma pessoa que entregou sua vida a Cristo não conseguiria perdoar? Jesus é nosso maior exemplo (veja o que ele disse em Jo 13.15). Então, não há saída: precisamos perdoar! Se não há disposição em perdoar, a religião é qualquer coisa, menos cristã. O perdão por parte do filho de Deus é uma demonstração clara de que ele segue a Cristo. – DMS

O perdão não muda o passado, mas engrandece o futuro.

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5 de outubro

Título – Vigiem!

Leitura Bíblica: Marcos 13.32-37.    Então se verá o Filho do homem (Jesus) vindo nas nuvens com grande poder e glória (Mc 13.26).

Você já deve ter ouvido falar muitas vezes sobre a volta de Jesus. Algumas pessoas chegam a marcar data e hora para este grande acontecimento da história. Aliás, o dia em que escrevo esta mensagem também foi marcado para o “fim do mundo”. Como você está lendo este texto agora, é sinal de que a tal profecia não se cumpriu.

Se você leu o texto indicado para a leitura de hoje, deve ter percebido a declaração feita por Jesus de que “quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão somente o Pai” (v.32). Portanto, quando você ouvir pessoas marcando data para a volta de Jesus, saiba que isso não procede de Deus. São apenas pessoas querendo se colocar no lugar de Deus. Não acredite nelas. Mas creia naquilo que o próprio Jesus nos ensinou. 

Por isso, mesmo que não saibamos o dia e a hora do retorno de Jesus, podemos estar certos de que esse dia virá. E precisamos estar preparados para quando ele chegar, “porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem” (Mt 24.27). Não haverá tempo de preparo no momento da sua volta. Você precisa estar pronto. Jesus adverte: “Fiquem atentos! Vigiem!” Mas talvez você esteja pensando que ainda há muito tempo. Afinal, já faz mais de dois mil anos e ainda estamos esperando. Mas a pergunta que lhe faço é: e se Jesus voltar hoje, como ficará sua situação? Pode acontecer também de que nossa vida neste mundo termine antes da volta de Jesus. Contudo, em ambos os casos precisamos estar preparados. Por isso, nunca é cedo demais para ficarmos atentos e vigilantes. Este é o momento de você voltar-se para Jesus e viver com ele hoje e eternamente. Não perca tempo, pois viver com Cristo é viver bem e na segurança de podermos desfrutar da sua presença e de tudo o que lhe pertence. – MP

Quão grandioso será o dia em que poderei ver face a face meu Salvador que, em glória, virá me buscar para estar com ele eternamente.

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4 de outubro

Título – Crescimento cristão

Leitura Bíblica: 2 Pedro 1.3-10.      Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18).

O texto básico da meditação de hoje nos diz o que somos quando estamos “em Cristo Jesus”: somos feitos filhos de Deus e nos tornamos participantes da natureza divina. É por causa disso que o apóstolo Pedro instrui os que estão em Cristo a empenhar toda sua diligência para crescer associando à sua vida uma a uma as virtudes com que Deus pode enriquecer-nos. Em outras palavras: acrescentar as virtudes divinas à nossa vida nos faz crescer na vida cristã.

Não devemos permanecer como meninos imaturos por toda a nossa existência. O acréscimo de todas aquelas virtudes faz o cristão prosseguir sempre em direção ao alvo divino. O destino do cristão é elevado: é a vida eterna na presença do Senhor. De pé sobre a Rocha que é Jesus Cristo, o cristão pode alcançar aquela natureza de sublime glória que é a imagem e semelhança do seu Criador.

Que desgraça terrível quando o homem, criado para o céu, descamba para o abismo; quando tem capacidade para ver o sublime, vê apenas o terreno! Não poderá viver feliz por muito tempo confiado no seu mesquinho entendimento e separado do seu Benfeitor. Portanto, desperte da sua sonolência de morte; receba a iluminação de Cristo e comece a crescer na sua vida com Deus. Faça como o apóstolo Paulo, que disse: “Esquecendo­me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14).

Que tal fazer da lista de virtudes que Pedro fornece na leitura bíblica um programa de crescimento cristão, aproximando-se cada vez mais de Cristo? – MM

Crescimento na vida cristã é um requisito para participar plenamente do reino eterno do Senhor Jesus.

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3 de outubro

Título – Somente Deus

Leitura Bíblica: Jó 19.25.           Aproxima-se a hora, e já chegou, quando vocês serão espalhados cada um para sua casa. Vocês me deixarão sozinho. Mas eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo (Jo 16.32).

Quem conhece a história de Jó pode perceber que ele viveu a mais amarga e ao mesmo tempo a mais doce experiência pela qual um ser humano poderia passar. Era um homem íntegro e abençoado, mas porque cria na soberania de Deus, nunca confiou que sua integridade seria suficiente para livrá-lo dos infortúnios, tanto que recebeu a adversidade sem questionar a justiça divina. Deus permitiu que Jó sofresse perdas – perdeu tudo o que tinha: bens, dignidade, respeito, amigos, familiares. Só o que lhe restou foi a companhia de Deus. Da mesma forma Jesus sabia que seria abandonado, mas que não ficaria sozinho, pois Deus estaria com ele. Deus nos acompanha aonde quer que formos, seja qual for a circunstância, mesmo em momentos em que ninguém mais poderia ou desejaria estar conosco.

Na podridão de seu corpo e em sua total desgraça, Jó experimentou profundamente a presença de Deus, sem que ninguém pudesse se interpor. Era de Deus a única voz que verdadeiramente fazia sentido, o abraço total. De certo modo, Deus sentou-se com Jó entre as cinzas, não para criticá-lo como fizeram seus supostos amigos, mas para compartilhar com ele sua mais profunda dor e calamidade.

Com Jesus não foi diferente. Teve de sofrer a solidão e o abandono para efetivamente sentir como homem que Deus jamais o deixaria só. Deus é que vai conosco na batalha em que todos os outros são inimigos, é o que sente conosco a privação quando todos encolhem as mãos diante de nós. É o que compreende nossa fraqueza quando todos nos despojam. É o que mistura com as nossas as suas lágrimas quando todos estão indiferentes ao que sentimos. Jó sofreu, mas por fim entendeu que é muito bom estar somente com Deus. Esta é nossa segurança de que jamais estaremos sozinhos. – LFS

Nunca estaremos sozinhos. Quando todos saem de cena, Deus continua conosco.

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2 de outubro

Título – Com a boca na botija

Leitura Bíblica: Gênesis 38.1-30.       Judá gerou Perez e Zerá, cuja mãe foi Tamar… (Mt 1.3).

“Apanhado com a boca na botija” é uma expressão um pouco fora de uso, que significa ser flagrado em alguma transgressão.

O versículo em destaque faz parte da genealogia de Jesus. Quando lemos o episódio de hoje, o nome de Judá entre os ancestrais de Jesus mostra que somente Deus poderia fazer alguma coisa com gente como aquela. Aqueles 12 filhos de Jacó eram um bando de trapalhões (nós também somos iguaizinhos), mas Deus fez deles um povo – mais ainda: seu povo escolhido.

Judá fornece uma página triste intercalada na linda história de José. Não sabemos se ele estava fugindo de si mesmo, dos seus problemáticos irmãos ou do quê, mas está claro que viveu uma crise existencial. Saiu do convívio da família, envolveu-se com estranhos. Não cuidou de três áreas de sua vida: sentimentos, pensamentos e atos. Deu rédeas soltas às suas emoções e à sensualidade, e começou a tomar providências intempestivas para reparar o erro. Como se deu mal! Uma coisa ele aprendeu: Deus nos leva de volta ao nosso pecado. Mais tarde, seus irmãos também passaram por situação semelhante. Humilhados diante do seu irmão José, que haviam vendido como escravo para o Egito, cada um deles foi confessando seu pecado. É sempre assim. Deus jamais permite que o pecado dê certo. Sempre seremos apanhados com a “boca na botija”.

Mas, quantas graças a Deus podemos dar. Quando estamos com a cara no chão diante dos nossos pecados e levantamos a cabeça, quem está lá diante de nós? Lá está o nosso Deus, com a mão estendida para levantar-nos. Isso ele fez com Judá. Transformou o pusilânime Judá num leão. Se você, leitor, anda afastado de Deus e vivendo fora dos seus padrões, confesse, tome o caminho de volta. O primeiro a estender-lhe a mão para levá-lo de volta a Deus é Jesus. – MJT

Deus nos leva de volta ao nosso pecado para nos trazer de volta do pecado a ele.

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1 de out de 2016

Título – O poder do ritual

Julie Ackerman Link

1 Coríntios 11:23,34.                               …fazei isto em memória de mim. —1 Coríntios 11:24

Durante minha infância, uma das regras em nossa casa era que não podíamos ir dormir com raiva (Efésios 4:26). Todas as nossas brigas e divergências tinham que ser resolvidas. Essa regra era acompanhada do ritual da hora de dormir: mamãe e papai diziam a mim e a meu irmão: “Boa noite, amo você.” E respondíamos: “Boa noite, amo você também.”

O valor desse ritual familiar recentemente ficou marcado em mim. Minha mãe em um leito de asilo morrendo de câncer de pulmão, foi ficando cada vez menos responsiva, mas todas as noites ao deixá-la eu dizia: “Amo você mamãe.” E ainda que não pudesse dizer quase nada, ela respondia: “Amo você também.” Durante a infância eu não tinha ideia da dádiva que esse ritual seria para mim tantos anos mais tarde.

O tempo e a repetição podem privar nossos rituais de seus significados. Mas alguns deles são lembretes importantes de verdades espirituais vitais. Os cristãos do primeiro século fizeram mau uso do ritual da Ceia do Senhor, mas o apóstolo Paulo os aconselhou a não parar de celebrá-la. Ao contrário, ele lhes disse: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Coríntios 11:26).

Ao invés de desistir do ritual, talvez precisemos restaurar seu significado.

Qualquer ritual pode perder o significado, mas isso não o torna sem significado.

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 30 de setembro

Título – Naamã

Leitura Bíblica: 2 Reis 5.1-19.                Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, Senhor, jamais abandonas os que te buscam (Sl 9.10).

O texto de hoje nos apresenta Naamã, comandante do exército do rei da Síria. Era um homem muito importante e respeitado, mas que tinha uma doença de pele, provavelmente contagiosa. Uma menina israelita que era serva em sua casa disse que ele poderia ser curado se procurasse um profeta em Israel. Naamã pediu permissão a seu rei e, após algumas dificuldades, descobriu onde Eliseu morava. Este, porém, limitou-se a dar suas instruções por meio de um mensageiro. O oficial sírio ficou indignado por não ser recebido e não poder conhecer o profeta pessoalmente. Também achou muito ruim a ideia de banhar-se naquele rio. Mas, seguindo o conselho de seus servos, fez o que Eliseu mandara e milagrosamente foi curado por Deus. Esta história é muito rica em significados e nos mostra o poder de Deus em cuidar de problemas aparentemente impossíveis de uma forma muito simples, demonstrando que ele é quem realiza o milagre.

A cura foi alcançada, mas Naamã teve de tomar algumas atitudes antes disso. Ele acreditou naquela serva que morava em sua casa, viajou até onde o profeta estava e teve de obedecer à ordem de se lavar sete vezes no rio. Ele precisou se humilhar e abandonar sua ideia pessoal a respeito de como sua cura deveria acontecer.

O texto também nos ensina que o agir de Deus não está à venda. Eliseu não concedeu regalias àquele comandante porque ele era rico e ainda rejeitou a recompensa que Naamã ofereceu. Nós não conseguimos pagar a Deus pelo que ele fez, só podemos segui-lo. O que o Senhor espera de nós é obediência e gratidão. Naamã creu em Deus e decidiu não servir mais a falsos deuses, passando a fazer sacrifícios apenas ao Senhor.

Precisamos conhecer a Deus como ele é e tentar pensar como ele pensa. Além disso, devemos buscá-lo com humildade e confiar que sempre nos resta uma esperança. – HSG

As dificuldades nos ensinam a ser humildes e obedientes.